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A transversão do texto por José Celso Martinez Correa começou em março depois do convite do festival Queer, em Zagreb na Croácia, para onde foram seis integrantes do grupo realizar com sérvios e croatas "Gozba", o Banquete em ensaio aberto, no dia 10 de maio. O trabalho lá tornou-se missãode descatequização"a mensagem toda do espetáculo foi formada durante os ensaios, com os atores, seguindo suas emoções e reações. Nos olhos deles e nas palavras explicitadas eu pude reconhecer o medo, relacionado à homofobia, na sociedade croata, que hoje ocupa o lugar que era do nazismo e do stalinismo."disse o diretor a jornal croata.
Depois o grupo partiu para a Grécia e abriu caminhos para a realização das Bacantes no teatro de Epidauro em 2010. Ao voltar Zé Celso trabalhou mais sobre o texto e desde o dia 04 de junho, depois de quatro leituras, o grupo levanta a encenação, trabalhando principalmente sobre a interpretação do texto tornado "phala" em versos musicados. A pista do Oficina vai transformar-se em chão de camas para o encontro dos banqueteiros que reunidos na casa do poeta Agatão, recém chegado da vitória com Bacantes nas Dionísiacas, mas ainda na ressaca do banquete anterior, decidem por outro jogo: dar a Eros, cada um, um canto – e assim beber menos.
Entre eles estão personagens históricas de 2500 anos atrás, o poeta Agatão feito por Marcelo Drummond, Aristófanes, o comediógrafo de As Nuvens, interpretado por Sylvia Prado, o médico Erixímaco, por Rodrigo Andreolli, a filósofa Diotima por Camila Mota, Sócrates, personagem principal através da qual Platão constrói todos seus diálogos, interpretado por José Celso, Heráclito, o filósofo, e personagens da mitologia grega, que originalmente surgem apenas nos discursos proferidos mas estão incorporados na versão do Oficina: Orpheu e Eurídice em seu caminho para o Hades; os Andróginos que partidos pelo raio de Zeus tornam-se homem e mulher na encenação ritual do mito de surgimento dos gêneros a partir dos transgêneros; e Eros, nascido do pai Poros e da mãe Penia, a Necessidade, cujo parto é encenado; além de Jesus e Iemanjá.
O Banquete é um dos mais de trinta diálogos filosóficos escritos por Platão no século V a.C. e hoje considerados obras seminais do pensamento ocidental, estudados diariamente por filósofos e fundamentais na formação das teorias da psicanálise.
Em todos eles, Sócrates, fundador da academia peripatética, que em vida fora o mestre de Platão, aparece como interlocutor preferido das personagens.
O Bori de Pratão é oferecido a Eros, ao amor, de qualquer tipo "Muitas pessoas hoje fazem guerra contra o amor, mas nós estamos lutando pelo amor. E não precisamos de armas para isso, nossas armas são música e poesia. Amor, assim como teatro, dá poder, cultiva a vida, e necessitamos, a todo tempo, poesia, como ar."
Tyaso
CONCEPÇÃO E DIREÇÃO
José Celso Martinez Correa
COORDENAÇÃO DE PROJETOS
Ana Rúbia de Melo
PRODUTORES
Carila Matzenbacher
Valério Peguini
Mariana Oliveira
ELENCO
Ariclenes Barroso
Camila Mota
Flavio Rocha
Lucas Weglinski
Marcelo Drummond
Mariano Mattos Martins
Rodrigo Andreolli
Sylvia Prado
Zé Celso Martinez Correa
Márcio Telles
Ana Abbott
Fabiana Serroni
Hector Othon
Patrícia Wicenski
Naomy Scholling
Ageboh Cyrille
Acauã Sol
ELENCO MUSICAL
Adriano Salhab
Céllia Nascimento
Ito Alves
Letícia Coura
Rodrigo Jubelini
ARTE
Carila Matzenbacher |